17 de jan. de 2013

O que deveria ser feito para melhorar os estaduais

Não é de hoje que os Estaduais sofrem críticas por parte da mídia e torcedores. Principalmente no Século 21, após dar-se mais valor ao Campeonato Brasileiro e principalmente aos torneios inter-continentais, que antes eram desvalorizados pelos clubes. Hoje é tida como a principal competição do continente, mesmo com as constantes desorganizações e falhas. A maior delas foi a que ocorreu na Sul Americana no jogo São Paulo x Tigre que mesmo não sendo Libertadores, também é organizada pela Conmebol. 


O SENTIDO DOS ESTADUAIS
He he, adoro o Luis João, digo Felipe Scolari.
E como todos esperavam, não houve uma punição. Bom, esse é um assunto para outro post. Antes de mais nada, a principal mudança seríamos ter um calendário melhor. Não digo nem Europeu. Tomara que um dia aconteça, mas não consigo ver isso, pois os dirigentes tem um ego grande. 

Fazem esse calendário para dizer: 'Não estamos copiando a Europa, temos o nosso próprio modelo'. Bom, é coisa dos amigos de colarinho branco e dinheiro preto.

Já que a mudança no calendário dificilmente deve acontecer (E nem futuramente pois olhem só a oposição de Marín: Andrés Sanchez -opositor mesmo- e Marco Polo Del Nero, que segundo parte da mídia, pode ser o sucessor do Antônio Carlos Zé Medalha das Parreiras  Marín). Primeiro temos de entender o sentido dos estaduais. O primeiro sentido é um sentido quase primordial: se articular com os clubes de menor expressão. Sem os estaduais, muitos clubes ficam sem torneios para disputar. Por isso -e outros motivos que vou citar abaixo-, não temos o fim dos estaduais.


Dinheiro: as federações 'pira'.
Outro motivo é aquela famosa abertura do Aprendiz: Money, Money..., Money ♫. Mesmo sendo pouco se formos comparar com Libertadores e Brasileirão, o dinheiro que os clubes, federações e emissoras -em um português claro, a Globo- ganha com os grandes em especial, é razoável pelo menos. 

Basta ver quantos jogos passa do Santos na TV, e quantos passam do Corinthians e do Flamengo, clubes de mais massa. E nos estaduais vemos um festival de jogos dos dois últimos, querendo ou não.

Antes que digam algo, não estou querendo dizer nada com isso -por mais que pareça-. É fato. A TV vendo o que lhe interessa, e vender o Santos por exemplo, não interessa tanto. Não é por história e etc, sim pela popularidade. Continuando, também temos a questão do ego. Pode parecer exagero, mas 60% das pessoas de colarinho branco, ou pelo menos sapato polido tem um ego que faz com que a razão vire água corrida. 

Plim, Plim, os Estaduais nunca vão mudar.
Só para concluir, eu sou contra o fim dos estaduais justamente pela articulação com os clubes pequenos. Eles precisam de um certo espaço, mas os grandes não precisam desse espaço todo. Acho que a primeira mudança tem que ser na fórmula de disputa. 

Chega a ser ridículo ver um Paulistão de 19 RODADAS, para chegar no final e ver os mesmos times nas Quartas, ou Semi, seja lá o que for. Aliás, essa história de Quartas é lamentável. É como trocar seis por meia dúzia.

'Ah mais ano passado o Guarani chegou a final'. Ok. Para início de conversa não é todo ano que acontece isso, e em segundo lugar, o Guarani não chegou por que é um baita time. Sem querer desmerecer, mas o Corinthians estava com a cabeça em Marte, menos no Paulistão. E o Palmeiras estava uma draga danada como foi o ano todo. Quanto é que o Guarani caiu para a Série C nesse ano. Prova maior que foi um acidente de percurso, e que não acontece frequentemente.

AS SOLUÇÕES
A primeira é na fórmula de disputa pelos fatos citados acima. Não consigo dizer qual seria a ideal. Talvez fase de grupos, mata-mata, sei lá, acho que é válido. Vejo que tirar os times grandes seria a melhor opção, mas pelo o que disse acima isso não irá acontecer. E outra solução é fazer um outro torneio para as equipes que não estão na Série A, B, C ou D. Acho também que seria legal encaixar equipes que forem eliminadas na Série C e D nesse possível torneio.

Seria uma forma de se articular com esses times. Está certo que a Copa do Brasil é uma boa articulação com essas equipes, mas sabemos que é bem difícil um time pequeno ganhar, mesmo a gente tendo alguns exemplos recentemente, também é exceção à regra. Enfim, voltando a realidade, isso é difícil de acontecer, infelizmente. Pelo menos é bom saber que existem soluções, falta apenas pessoas competentes para isso.

Gabriel Tramarin